"Abriu os braços e recebeu aquele corpo quente, num abraço de amor profundo, desencadeando uma reação de átomos e versos, irreversível para o tato. Acariciou a pele, com sutil desejo, e se permitiu ficar em silêncio, depois de tanto barulho.
Tentou pronunciar qualquer palavra, mas apenas convulsões silábicas se desprendiam do céu da boca. Apertou-o mais contra o próprio peito e sentiu-se ampla, invencível. Um abraço destrói distâncias, inviabiliza cartões-postais, seca lágrimas de saudade, confunde o medo, mata o vazio.
O abraço é uma pausa no tempo, onde só cabem reticências…"
(Tríccia Araújo)









